Setembro 13, 2021

Síndrome do ovário poliquístico é uma das causas mais comuns de infertilidade

Síndrome do ovário poliquístico
Pelo Comité Editorial Blog IVI

A síndrome do ovário poliquístico (SOP) é uma doença que afeta 10 a 15% das mulheres e pode provocar alterações do ciclo menstrual, quistos nos ovários e dificuldade em engravidar. É mais comum nas mulheres obesas ou com excesso de peso. O diagnóstico precoce e um acompanhamento médico especializado e multidisciplinar são fundamentais para as mulheres que sonham com a maternidade. O Blog conversou com a Dra. Catarina Godinho, médica ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução do IVI, no mês de sensibilização para esta doença, fique a conhecer mais à continuação.

A síndrome dos ovários poliquísticos é um conjunto de sinais e sintomas causados por desequilíbrio hormonal dos ovários, que pode ser ligeiro ou grave, causando, por exemplo, irregularidade dos ciclos menstruais, crescimento de pelos em zonas mais comuns nos homens, aparecimento de acne entre outras alterações hormonais. É de sublinhar que esta síndrome não tem cura, mas pode ser tratada e controlada.

É importante ter em consideração que quando uma mulher com SOP quer engravidar deve falar previamente com o seu médico ginecologista. No caso de a mulher ter excesso de peso, o primeiro passo é perder peso. Contudo, se não se pretender engravidar é recomendado o uso da pílula anticoncetiva para que os ciclos menstruais sejam mais regulares.

Atenção à hipertensão arterial e à diabetes  

No caso de existir resistência à insulina associada a esta síndrome é importante controlar o nível de açúcar no sangue com uma dieta específica e ou com alguma medicação, uma vez que este desequilíbrio pode originar mais tarde a diabetes.

No caso de a mulher querer engravidar, para além do controlo do peso pode ser necessário induzir a ovulação recorrendo a alguns medicamentos que estimulem o crescimento do folículo até à ovulação e que requerem controlo ecográfico.  “Se após algumas tentativas de indução de ovulação se não acontecer a desejada gravidez, ou se não se conseguir uma resposta ovárica adequada, pode haver necessidade de recorrer à fertilização in vitro onde é possível aumentar a probabilidade de engravidar e avaliar a qualidade dos óvulos e embriões.

Embora as mulheres com a síndrome do ovário poliquístico, quando engravidam, tenham um risco aumentado de hipertensão arterial e de diabetes, “se seguirem as recomendações médicas a probabilidade de a gravidez ser bem-sucedida é elevada”, garante a Dra. Catarina Godinho.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico depende de critérios médicos específicos que incluem sintomas, ecografia e análises.  Segundo a Dra. Catarina Godinho, “para o diagnóstico deve ser tido em conta os antecedentes pessoais relevantes como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, aumento de peso e obesidade; dever ser feita uma avaliação dos níveis hormonais de androgénios (hormonas masculinas) e resistência à insulina”, acrescenta a médica. Adicionalmente é feita uma ecografia ginecológica transvaginal para avaliar a dimensão e as características dos ovários.

 

 

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