Covid-19 e os tratamentos de procriação medicamente assistida: Tudo o que deve saber

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Vacina contra a Covida-19 e gravidez

A Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) publicou no dia 12 de janeiro de 2021, uma declaração com o seu parecer sobre a vacina da COVID-19 e os tratamentos de procriação medicamente assistida. Nas clinicas IVI, em Portugal, seguimos as recomendações desta Sociedade e orientamos as mulheres e os casais que estão em tratamento connosco com base no exposto nesse documento e que à continuação iremos resumir.

Vacina COVID-19 em Portugal:

As vacinas COVID-19 da Pfizer / BioNTech e COVID-19 Vaccine Moderna foram aprovadas para administração na União Europeia, após revisão pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e autorização da Comissão Europeia. Em Portugal, à semelhança dos outros países da União Europeia, a vacina começou a ser administrada em dezembro de 2020.

Quando esse tipo de vacina é administrado, o mRNA ajuda a criar proteínas comuns ao vírus, desenvolvendo anticorpos na imunidade humoral que nos defenderiam do vírus, caso entrasse em contato com nosso corpo.

Estratégia de vacinação

O Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) recomendou uma estratégia de vacinação nacional baseada na priorização de grupos em risco de COVID-19 grave, bem como aqueles com um aumento do risco de exposição e transmissão posterior de SARS-CoV-2 (por exemplo, em ambientes profissionais). Uma visão geral recente do ECDC dos planos de vacinação na União Europeia indica que homens e mulheres em idade reprodutiva, das quais algumas podem estar grávidas ou a planear gravidez com tratamento de fertilidade, serão incluídos nestes programas com base no seu risco individual de doença COVID-19 grave e / ou exposição profissional.

Embora, como regra geral, todas as vacinas inativadas e à base de toxóides sejam consideradas seguras para uso durante a gravidez, o acesso de pessoas em idade reprodutiva ao programa de vacinação COVID-19 levanta questões específicas que ainda não foram tratadas formalmente:

– Os homens e mulheres devem receber a vacina COVID-19 antes de tentar a conceção?

– Os casais que receberam a vacinação COVID-19 devem adiar a conceção, e se assim for, por quanto tempo?

– As mulheres grávidas devem ser vacinadas?

Os homens e mulheres devem receber a vacina COVID-19 antes de tentar a conceção?

Faltam informações sobre o possível efeito da vacinação COVID-19 na população em tratamento de procriação medicamente assistida ou gravidez futura. As informações do produto afirmam que os estudos em animais “não mostram quaisquer efeitos nocivos na gravidez”. Em humanos os dados durante a gravidez são limitados.

Para mulheres com comorbidades que as colocam em maior risco de COVID-19 e / ou de desenvolverem complicações durante a gravidez, deve-se considerar o incentivo à vacinação antes de tentar a conceção. O mesmo se aplica a mulheres nas quais o risco de exposição à infeção por SARS-CoV-2 é alto e não pode ser evitado.

Os casais que receberam a vacinação COVID-19 devem adiar a conceção, e se assim for, por quanto tempo?

Existem diferentes pontos de vista em relação à necessidade de adiar a conceção após a vacinação.

Parece prudente adiar a conceção por pelo menos alguns dias após a conclusão da 2 dose da vacinação para permitir que a resposta imune se estabeleça.

As mulheres grávidas devem ser vacinadas?

A segurança das vacinas COVID-19 na gravidez humana não foi avaliada até o momento. No entanto, conforme declarado em documentos de orientação ESHRE anteriores, pacientes grávidas com COVID-19 têm um maior risco de doenças mais graves do que mulheres que não estejam grávidas. Vacinas que, como a da Covid-19, não têm vírus vivos atenuados (tétano, tosse convulsa e influenza) têm sido descritos como seguras durante a gravidez.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declara que a decisão da administração da vacina em mulheres grávidas deve ser feita em consulta com um médico assistente após considerar os benefícios e riscos individuais.

Mulheres grávidas devem ser informadas sobre a falta de estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra a Covid-19, mas não devem ser excluídas dos programas de vacinação.

As nossas medidas de segurança

Protocolo COVID19 en las clínicas de fertilidad

As clínicas estão abertas e as nossas pacientes retomaram os seus tratamentos gradualmente após a avaliação de cada caso em particular.

Note-se que temos pacientes para as quais a realização de um tratamento de procriação medicamente assistida é uma necessidade urgente para conseguirem o objetivo de serem mães, uma vez que a idade influencia de forma negativa a fertilidade.

Desde o início, o IVI quis garantir a segurança de quem nos visita e da nossa equipa, pelo que tomámos medidas de proteção que pedimos que as compreenda e as cumpra, e que se irão adaptando à situação da pandemia que vamos tendo em cada momento.

É provável que o SARS-CoV-2 esteja entre nós por muito tempo, com efeitos variáveis sobre a nossa sociedade e sabemos que o atraso na realização de um tratamento por um longo período de tempo pode ter um efeito negativo em certos grupos de pacientes inférteis. Há pacientes que não podem esperar para iniciar tratamento.

Não foi contraindicada a gestação espontânea por nenhuma sociedade científica nem atualmente são consideradas as relações sexuais como uma possível via de transmissão do vírus.

Dados da Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia indicam que as mulheres grávidas poderão passar pela doença de forma leve ou assintomática como acontece em cerca de 80 % da população em geral. Também não foi demonstrado que a infeção por SARS-CoV-2 durante a gravidez está associada, com maior incidência, a problemas médicos ou obstétricos. Embora existam fatores de risco associados que podem ser associados a maiores complicações da COVID-19 durante a gravidez, e que incluem: hipertensão arterial crónica, obesidade e diabetes pré-gestacional.

Mantém-se a possibilidade da consulta online?

A primeira consulta online já era uma realidade no IVI, há muito tempo que nos preparávamos para a telemedicina, mas, agora mais do que nunca, a primeira consulta online chegou para ficar. Todas aquelas pacientes que o pretendam, poderão fazer a sua primeira consulta online, com um seguimento e ampliação de exames presenciais (pack diagnóstico). Como sempre, poderá marcar uma primeira consulta online ou presencial, através do nosso site ou pelo nosso número de telefone 800 780 340.

O que devo fazer antes de chegar à clínica? Medidas de prevenção

  • Não venha à consulta se tiver ou teve febre, tosse, dificuldade respiratória, nos últimos 14 dias, e informe o seu médico. Na clínica, entraremos em contacto consigo para acompanhar a sua evolução e marcar uma nova consulta logo que seja possível.
  • Não venha à consulta se esteve em contacto com alguém com diagnóstico ou suspeita de COVID-19 nos últimos 14 dias, informe o seu médico.
  • Acompanhantes: atendendo ao contexto atual de evolução da pandemia e com o intuito e evitar aglomerações dentro da clínica, é importante para a segurança de todos, que sempre que possível venha sem acompanhante ao IVI. No entanto, se vier à primeira consulta ou a algum ato no bloco cirúrgico, pode vir acompanhada.
  • Seja pontual, mas tente não chegar com muita antecedência (exceto nos casos em que a nossa equipa o solicite).
  • É obrigatório o uso de máscara cirúrgica no interior da clínica e é da responsabilidade de quem nos visita trazê-la de casa.
  • Pediremos que faça todos os seus pagamentos com cartão, para evitar o manuseamento de dinheiro.

Uma vez dentro da clínica

  • Existem dispensadores de gel desinfetante de mãos dispostos pela clínica.
  • Aquando da sua identificação na receção, respeite a distância delimitada pela faixa de segurança.
  • Na sala de espera, aguarde a chamada mantendo a distância mínima de 1,5 metros em relação às outras pessoas (todas as poltronas da sala de espera se encontram, umas das outras, a uma distância superior a essa).
  • Para sua segurança, os profissionais do IVI estarão a usar máscaras e haverá janelas de acrílico nos pontos nos quais há uma comunicação frente a frente.

Vão fazer-me algum tipo de exame de diagnóstico antes de começar o tratamento?

O objetivo do IVI é oferecer a máxima segurança, tanto a pacientes como aos nossos funcionários, durante a realização dos tratamentos. É por isso que, adicionalmente às medidas já mencionadas anteriormente, vamos oferecer a possibilidade de fazer o teste de deteção de antígenos para a COVID a todas as pacientes que vão iniciar um tratamento. A determinação de antígenos é um teste rápido com um resultado em cerca de 15 minutos, e com uma fiabilidade muito elevada.

Existe risco de contágio do meu material genético nos laboratórios?

Não. Até ao momento, tudo o que sabemos pelas publicações atuais, é que é muito pouco provável que possa encontrar-se o vírus em óvulos ou espermatozoides.

Além disso, todos os nossos laboratórios estão preparados para trabalhar com agentes infeciosos do tipo 2, como o SARS-CoV-2, pelo que não haverá neste ponto nenhum tipo de risco.

Cara paciente, devemos evitar a todo o custo que o desenvolvimento das atividades diárias leve a um novo aumento do número de contágios e doentes. Por este motivo, no IVI estamos a tomar todas as medidas necessárias recomendadas pelas organizações científicas e com base na evidência.

Ajude-nos a cumprir com estas medidas!

 

FAQ’s Coronavírus

medidas de seguridad IVI

 

O IVI está a tomar medidas para garantir a minha segurança contra o Coronavírus durante o meu tratamento?

Sim. No IVI, seguimos com especial atenção as informações publicadas pelas autoridades de saúde para adaptar os nossos protocolos e garantir a segurança dos nossos pacientes em todos os momentos.  Além disso, atualmente não existem evidências de transmissão do COVID-19 através da procriação medicamente assistida (PMA).

Devo interromper ou adiar o meu tratamento de procriação medicamente assistida (PMA) devido às últimas notícias sobre o Coronavírus?

Dependendo da localidade onde se encontra, serão tomadas medidas de prevenção e de acordo com a situação epidémica da região. Temos à disposição dos nossos pacientes, primeiras consultas online e de seguimento para que da maneira mais responsável possível possamos evitar as deslocações à clínica.

Estou grávida, tenho um maior risco de contágio do Coronavírus?

Os dados de que dispomos até ao momento não indicam ter sido encontrado um maior risco de contágio na população de gestantes. Portanto, é recomendável seguir os mesmos passos para prevenir a infeção que o resto da população (ler abaixo).

O meu teste do Coronavírus deu positivo e estou grávida, posso contagiar o meu bebé?

Os artigos e casos publicados estudados até ao momento mostram que não existe transmissão vertical de COVID-19 de mulheres grávidas para fetos. Além disso, nem o prognóstico da gravidez, nem o das pacientes foram piores em comparação com as mulheres não grávidas infetadas. Porém, é muito importante comunicar ao seu obstetra em caso de ser diagnosticado.

Como posso prevenir a propagação do Coronavírus?

Para reduzir a probabilidade de contágio pelo COVID-19, as autoridades de saúde recomendam o seguinte:

  • Lave as mãos com frequência
  • Tussa e espirre para a curva do cotovelo para um lenço de papel descartável
  • Evite o contacto das mãos com os olhos, nariz e boca
  • Perante o aparecimento de qualquer sintoma, evite o contacto próximo com outras pessoas e notifique as autoridades de saúde

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