Fevereiro 1, 2017

Retrato das dadoras de óvulos em Portugal

Mulher, entre os 18-25 anos, que cresceu numa cultura mais altruísta com a sociedade que as gerações anteriores. Empática, solidária e defensora de causas que antes despertavam um menor interesse social.
“Este é o perfil maioritário das dadoras de óvulos que recebemos nas nossas clínicas. Um grupo que representa 51% do número total de doações de ovócitos, seguido de outros dois grupos etários, que apesar de o fazerem por outras motivações, são essenciais para completar o retrato da dadora de óvulos em Portugal”, comenta a Dra. Catarina Godinho, responsável do Programa de Doação de Óvulos no IVI Lisboa.
Outro perfil de dadoras é o composto por mulheres entre os 26-31 anos, muitas das quais já tiveram filhos. Estas depois da experiência da gravidez e de trazer uma vida ao mundo, ficaram mais sensíveis em relação às circunstâncias das mulheres com problemas reprodutivos, e querem partilhar a sua felicidade com as mulheres que não conseguem concretizar o desejo de serem mães com os seus próprios óvulos. As dadoras possibilitam-lhes de forma altruísta o melhor presente: óvulos que de outra maneira se perderiam em cada menstruação. Este grupo é composto por 37% do total de doações que o IVI recebe nas suas clínicas em Portugal.
Por último, encontramos as mulheres entre os 32-35 anos, que representam 10% das dadoras, e estão motivadas para doar os seus óvulos por um sentimento puro de solidariedade, e por terem consciência da importância do gesto para essas mulheres que não conseguem engravidar com os seus próprios gâmetas.
“Estes três grupos de dadoras, através de um gesto desinteressado, realizam o ato mais generoso que uma mulher poderá receber em toda a sua vida: um óvulo que permitirá concretizar o sonho da maternidade. É um ato altruísta, anónimo e voluntário que é mais gratificante do que se possa imaginar, um esforço mínimo por uma recompensa que marca a diferença na vida de alguém”, comenta a Dra. Filipa Santos, psicóloga clinica no IVI Lisboa.
No IVI, a idade média das pacientes que recorre a óvulos de dadora é 41 anos. O adiar sucessivo do projeto reprodutivo, faz com que na maior parte das vezes seja indicado o tratamento de fecundação in vitro com óvulos de dadora.
“Em 2016, 20% dos tratamentos de procriação medicamente assistida foram feitos com recurso a óvulos doados, nas clínicas IVI em Portugal. Devido às elevadas taxas de sucesso na implantação dos embriões neste tipo de tratamento, optamos pela transferência de um só embrião (Single Embryo Transfer, SET) com o objetivo de reduzir as taxas de gravidez gemelar e os riscos inerentes (alta percentagem de partos prematuros, pré-eclampsia e maior número de cesarianas). Além disso, isto permite-nos conservar os embriões excedentários depois do tratamento, através da técnica de vitrificação, que oferece resultados similares. Desta forma, no caso dos pacientes decidirem aumentar a família no futuro, podem recorrer a estes embriões sem necessidade de recorrer a uma nova doação de óvulos”, explica-nos a Dra. Catarina Godinho.

O processo de doação de óvulos em 5 passos:
O ano passado 450 jovens, entre os 18 e os 34 anos, contactaram o IVI para serem dadores, o que representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior. “Nos últimos dois anos, notamos que os nossos dadores estão muito mais sensibilizados e esclarecidos acerca da problemática da infertilidade e da importância da doação de gâmetas.
1. Contactar a clínica para doar.
2. Realizar uma primeira consulta informativa com a psicóloga, onde é explicado todo o processo, onde exploramos os antecedentes pessoais e familiares, as motivações para o processo e abordamos a fase de vida atual e o estilo de vida.
3. Se estiver tudo bem e a dadora desejar dar continuidade ao processo, será marcada uma consulta médica onde serão feitas análises e uma ecografia para avaliar o funcionamento dos ovários.
4. Ao ficar apta a dadora inicia a autoadministração de medicação para preparar os ovários, durante 10-12 dias.
5. É feita a punção ovárica, onde são extraídos os óvulos. Após a intervenção a dadora pode voltar à sua rotina diária. Nesse dia, apenas deverá evitar esforços intensos.
A doação é um ato voluntário, solidário e altruísta, existindo uma compensação económica pelos incómodos causados, cujo valor é fixado por lei.

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Última atualização
Fevereiro 2017

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