Junho 20, 2017

A menopausa masculina existe e os seus efeitos podem ser controlados

O hipogonadismo de início tardio ou défice androgénico caracteriza-se por uma diminuição dos níveis de testosterona nos homens a partir dos 40 anos. Este processo, semelhante à menopausa, não implica o fim da fertilidade como esta, apesar de poder provocar disfunção erétil e perda de libido, entre outros sintomas.

“É um processo progressivo, de forma que, aos 70 anos, os homens têm aproximadamente 30% menos de testosterona, a hormona encarregada de manter o tónus muscular, a massa óssea e a função sexual”, explica o Dr. Carlos Balmori, urologista do IVI Madrid.

Outros dos sintomas mais facilmente detetáveis são a debilidade muscular, fadiga, aumento de peso e perda de cabelo, ainda assim, podem ser acompanhados de perda de massa muscular e de doenças como a osteoporose e a osteopenia. “O resultado deste quadro sintomático é uma perda progressiva de qualidade de vida”, assegura o Dr. Balmori.

Além disso, muitos homens apresentam o chamado síndrome metabólico, uma doença relacionada com o hipogonadismo que se caracteriza por sintomas como obesidade, hiperglicemia, altos níveis de ácido úrico, hipertensão e hipercolesterolemia.

Viver esta nova etapa com saúde

Ainda que o hipogonadismo afete a todos os homens a partir de uma determinada idade – e aqueles que tenham removido um ou ambos os testículos- há certos hábitos saudáveis que se podem adotar para minimizar os seus efeitos. “Em alguns casos, mediante uma vida sexual ativa, os níveis de testosterona podem voltar à normalidade”, explica o Dr. Balmori. Mediante um exame detalhado dos pacientes aumentamos a efetividade de qualquer tratamento médico”.

 

Neste sentido, destaca-se que os “controles preventivos são muito importantes para avaliar os níveis hormonais, de glucose, colesterol e ácido úrico.”

 

“Para queles pacientes que não podem repor esta hormona de forma natural, existem tratamentos à base de testosterona, tanto injetáveis como em gel”, comenta o Dr. Balmori, que destaca que esta terapia de substituição hormonal não é prejudicial sempre que for supervisionada por um médico e que não se superem os níveis estabelecidos.

 

“É importante reforçar que se trata de um processo inerente ao avançar da idade. Um estilo de vida exigente e menos saudável poderá acelerar a manifestação destes sintomas”, explica a Dra. Susana Alves, diretora do Laboratório de Andrologia do IVI Lisboa.

 

 

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Fevereiro 2017

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