Dezembro 22, 2015

Fundação IVI investe no combate dos efeitos do cancro

IVI

O IVI anunciou o apoio com 25 mil libras por 5 anos para a Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust. O investimento será utilizado para a expansão do serviço clínico que permitirá que menores de 18 anos afetados pelo cancro, possam ter filhos no futuro driblando os efeitos colaterais da quimioterapia/radioterapia, tratamentos estes nocivos para a fertilidade.

A fundação IVI e a divisão de I+D (pesquisa e desenvolvimento) do IVI formam parte de um programa de investigação em colaboração com o departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Oxford Nuffield. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tratamento da infertilidade em diferentes cenários clínicos, o que inclui a oncofertilidade.

Graças a esta doação será possível realizar o congelamento de células-tronco do esperma, no caso dos meninos, e tecido ovárico, no caso das meninas, para prevenir a perda da fertilidade futura destas crianças. No entanto, por ainda não terem atingido a puberdade, a prevenção da perda da fertilidade é mais complexa no caso de cancros infantis, não sendo possível realizar a já tradicional vitrificação de ovócitos e sémen, como no caso de pacientes adultos.

Hoje em dia graças aos notáveis avanços na luta contra o cancro infantil, mais de 80% dos menores sobrevivem a esta doença. No entanto cerca de 10% deles podem ter problemas para ter filhos no futuro em virtude dos efeitos colaterais dos tratamentos de quimioterapia ou radioterapia.

Tratamento no caso de raparigas

As raparigas não podem passar pelo processo de estimulação ovárica e captação de ovócitos (punção) maduros para a vitrificação, que é a técnica atualmente mais utilizada para a preservação da fertilidade de mulheres antes de dar inicio ao tratamento contra o cancro. No caso das jovens que ainda não alcançaram a puberdade ou são virgens, o congelamento de tecido ovárico é a alternativa. Esta técnica está consolidada e permitiu que no mundo já nascessem mais de 50 bebés.

A preservação do tecido ovárico, que contém milhares de ovócitos imaturos, é realizada através de uma cirurgia minimamente invasiva antes do inicio do tratamento contra o cancro. Depois da colheita, o tecido é armazenado em baixas temperaturas para proteger o seu envelhecimento. Quando feita a reimplantação ao seu local original no ovário, é restabelecido o funcionamento hormonal normal para que aconteça o amadurecimento e libertação dos ovócitos que permitirá uma gravidez obtida naturalmente.

 

Tratamento no caso dos rapazes

No caso dos meninos que não atingiram a puberdade, eles não produzem espermatozoides maduros e, portanto, não é possível recorrer à técnica de colheita e armazenamento de sémen, que é o procedimento adotado para o caso de adultos. A alternativa para esses casos é a preservação do tecido testicular.

A criopreservação de tecido testicular é um serviço incluído no projeto de Oxford com quem o IVI está a colaborar, mas ainda não existem casos de nascimentos vindos de pais que passaram por esta técnica, já que ela é muito recente. Contudo, os investigadores confiam que a reimplantação de tecido testicular, quando for feita, irá produzir bons resultados, da mesma forma que a reimplantação de tecido ovárico produz atualmente.

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