Dezembro 22, 2015

Consulta com o ginecologista

A revisão ginecológica é uma consulta que as mulheres costumam agendar desde que começam a ter a menstruação ou a ter relações sexuais. Estas revisões, necessárias para a prevenção de doenças ginecológicas, produzem-se com mais naturalidade quanto mais avançada é a sociedade, e com mais formalidade quanto maior é o nível cultural da mulher.

Uma exploração ginecológica periódica, se está tudo bem e não há uma sintomatologia que possa indicar uma doença, é suficiente para ter um controlo da saúde da mulher. Uma anamneses, uma citologia (Papanicolau), um tato vaginal com ecografia abdominovaginal e uma apalpação mamária, são as fases da revisão ginecológica pelas quais deve passar qualquer mulher que recorra sem nenhum problema aparente de saúde, ao ginecologista.

Para muitas mulheres, a revisão ginecológica é o único exame de saúde que se pratica periodicamente. Felizmente, neste campo da medicina há uma consciencialização muito forte na nossa sociedade. Ainda assim, infelizmente, existem senhoras que só quando encontram algum problema reprodutivo, é que recorrem ao ginecologista, muitas delas pela primeira vez.

Quando começar a fazer uma revisão

Em geral a mulher deveria visitar pela primeira vez o ginecologista quando começa a ter relações sexuais, para rever a sua saúde mas também para consultar com o especialista a melhor maneira de proteger-se contra doenças sexualmente transmissiveis, assim como para planificar qual o melhor contracetivo (caso o deseje). No entanto, há raparigas que, por problemas com o período menstrual, ovulações, etc, deverão consultar antecipadamente este especialista.

A partir da primeira consulta, recomenda-se uma visita anual ao ginecologista, para uma exploração mais básica. Conforme a mulher vá avançando na idade, a revisão incorpora exames especiais que podem ser um bom sistema de descartar doenças futuras: uma boa recomendação é realizar a determinação do Vírus do Papiloma Humano (HPV) aos 35 anos, para prevenir potenciais riscos de cancro do colo do útero. Aos 45 anos deve-se incorporar a revisão mamária, assim como a deteção de problemas como a incontinência urinária e tireoide.

Quando devemos ficar em alerta?

Cada patologia benigna ou maligna pode manifestar-se com determinados sintomas que nos alertam para um problema. Sangramentos fora do ciclo, sangramentos abundantes durante o ciclo, sangramentos pós-menopausa, dores pélvicas, fluxo abundante, distensão abdominal ou nódulo na mama, são alguns sinais que indicam a conveniência de realizar uma visita ao ginecologista fora da consulta periódica anual.

Em qualquer um dos casos convém pedir exames e fazer um estudo profundo para proceder ao diagnóstico e encontrar uma solução. Geralmente os exames que fazemos em consulta não são definitivos, pelo que o positivo de uma prova é necessitar de outras provas complementárias de confirmação da primeira evidência em consulta, como por exemplo as biopsias. Explica um dos ginecologistas do IVI.

Prevenção em casa

A deteção precoce do cancro da mama, não depende apenas das provas de diagnóstico da consulta do ginecologista. Os especialistas recomendam às mulheres uma exploração caseira, depois de cada ciclo menstrual. Apalpar os seios durante o banho para deteção de maneira precoce de qualquer caroço estranho, é um exame que as mulheres podem realizar de forma autónoma a cada 30 ou 40 dias.

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