Novembro 3, 2016

Estudo IVI permite saber o momento ideal para transferir o embrião

No âmbito do 72º Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), que ocorreu em Salt Lake City (Utah, Estados Unidos da América), o Professor Carlos Simón, diretor cientifico do Igenomix e do IVI apresentou um estudo prospetivo e aleatório, intitulado Prospective, randomizes study of the endometrial receptivity analysis (ERA) test in the infertility work-up to guide personalized embryo transfer versus fresh transfer or deferred embryo transfer que confirma que o test ERA, utilizado até aqui apenas em pacientes mais difíceis, se associa a uma melhoria significativa da taxa global de gravidez, com uma taxa de êxito de 85% nas transferências embrionárias personalizadas, ou seja, realizadas de acordo com o resultado do teste. Além disso, a Sociedade de Endocrinologia Reprodutiva e Infertilidade (SREI) reconheceu o estudo com o prémio Prize Paper.

O test ERA (Endometrial Receptivity Analysis) baseia-se na análise de 238 genes no endométrio, que permite conhecer a recetividade ou não do endométrio no momento da transferência embrionária, e melhorou nos últimos anos o prognóstico reprodutivo de muitas pacientes com uma janela de implantação dessincronizada. Este método diagnóstico, desenvolvido, entre outros, pela Fundação IVI e várias das suas clínicas, e patenteado e comercializado pelo Igenomix, indica qual é o momento ótimo para transferir o embrião em cada caso, o que permite a personalização e individualização do tratamento.

“A personalização do fator endometrial do casal infértil deve ser considerado antes de começar o tratamento para aumentar o êxito reprodutivo, isso é o que nos diz o estudo. O ERA pode poupar tempo, exames dispendiosos e diagnósticos, sendo determinante para que uma transferência embrionária seja satisfatória e o embrião implante na janela de tempo indicada”, explicou o Professor Simón depois de ter apresentado este estudo, no qual participaram 356 pacientes, menores de 38 anos, entre 2013 e 2016, tratados em 10 clínicas, distribuídas por cinco países (Espanha, Bulgária, Bélgica, Panamá e Itália).
A literatura diz que a recetividade endometrial ocorre num período limitado de tempo, entre os dias 19 e 21 do ciclo menstrual, que é conhecido como “janela da implantação.” Num ciclo natural, a ovulação e o desenvolvimento do endométrio estão sincronizados para que a janela da implantação esteja aberta justo no momento em que pode haver um embrião preparado para ser implantado. Na procriação medicamente assistida (PMA) esta janela pode ser deslocada e é necessário personalizar o tratamento para poder saber o momento ótimo.

“Estamos a direcionar-nos para uma nova compreensão da recetividade endometrial e a sua relação com os tratamentos de infertilidade. Segundo os dados deste estudo, todos os casais com fator endometrial têm indicação para realizar o test ERA, pois o seu prognóstico reprodutivo pode melhorar em 24% se a transferência embrionária se realizar no dia que o test recomendar, enfatiza o Dr. João Calheiros, ginecologista e especialista em medicina da reprodutiva.

O test ERA é atualmente a única ferramenta de diagnóstico molecular do estado endometrial que existe, e além de melhorar a taxa de gravidez significativamente, nos últimos quatros anos ofereceu uma solução a mais de 10.000 pacientes para os quais com a prática habitual não havia resposta.

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