Maio 3, 2017

Inseminação Artificial Intrauterina para todas as mulheres

IVI

A Inseminação Artificial Intrauterina é um tratamento de fertilidade de primeira linha. É indicado nos casos de bom prognóstico de gravidez e em mulheres com menos de 35 anos. Para que o tratamento tenha sucesso deve cumprir dois requisitos:

• Ao menos uma das trompas de falópio deve ser permeável. Para verificar deve realizar-se uma histerossalpingografia, que consiste numa radiografia do colo do útero, da cavidade uterina e das trompas de Falópio.

• A qualidade do sémen deve cumprir parâmetros seminais mínimos. Considera-se que a concentração de espermatozoides móveis depois da sua preparação em laboratório deve ser superior a 3 milhões.

O tratamento de inseminação artificial é feito em três fases:

Primeiro é feita a estimulação dos ovários com hormonas para indução da ovulação, depois a preparação do sémen e por fim a inseminação. O último passo consiste na colocação de uma amostra de espermatozoides, preparada previamente no laboratório, no interior do útero da mulher, numa determinada fase do ciclo menstrual. Realiza-se em consulta e dura entre 10 a 20 minutos. Uma vez realizado o tratamento, depois de aproximadamente duas semanas, faz-se o teste de gravidez.

Inseminação Artificial passo a passo:

Estimulação ovárica e indução da ovulação:

Este procedimento é necessário para aumentar as possibilidades de sucesso, uma vez que de forma natural a mulher só produz um folículo em cada ciclo menstrual. Além disso, é necessário que pelo menos uma das trompas seja permeável.
Esta fase dura cerca de 10-12 dias. Durante este período são realizadas 3 a 4 ecografias, e, quando necessário, é analisado o nível de estradiol no sangue para verificar que o crescimento e a evolução dos folículos se encontram dentro da normalidade. Quando estes atingirem a quantidade e tamanho adequados programa-se a inseminação artificial para cerca de 36 horas após a administração de uma injeção hCG que induz a maturação ovárica e a ovulação.

Preparação do sémen

A preparação do sémen na Inseminação Intrauterina consiste em selecionar e concentrar os espermatozoides com melhor mobilidade. Para isso, processam-se as amostras através de técnicas de capacitação ou preparação de sémen que permite eliminar espermatozoides mortos, imóveis ou lentos e otimizar a qualidade da amostra utilizada para a inseminação.

Nesta fase de preparação do esperma é efetuada a descongelação da respetiva amostra.
No caso dos casais heterossexuais as amostras de sémen dos companheiros podem ser utilizadas a fresco ou com recurso à congelação.
No caso das mulheres solteiras, casais de mulheres e sempre que necessário no caso dos casais heterossexuais, recorre-se a espermatozoides de dador.

Inseminação Artificial Intrauterina

A Inseminação Artificial Intrauterina realiza-se após a indução da ovulação. Primeiro coloca-se um espéculo, e depois introduz-se a cânula através do colo uterino, para ser introduzida a amostra de esperma no interior do útero.

A inseminação Artificial é uma das técnicas mais simples para tentar engravidar, dentro das opções que há em procriação medicamente assistida. Isto porque não requer sedação, nem sedação. É feita em consulta, sem necessidade de intervenção no bloco operatório. Mas nem sempre pode ser indicada. Depende de fatores como o estado das trompas de falopio, a idade da paciente, a qualidade do sémen no caso das mulheres com companheiro masculino. Este último não se aplica tanto às mulheres solteiras e casais de mulheres. Isto porque nestes casos o esperma utilizado é de dador, logo garantida a qualidade seminal.

Quem são os dadores de esperma

Os dadores são jovens solidários e altruísta que fazem a doação de forma anónima. No IVI fazemos uma seleção rigorosa dos candidatos à doação através de uma avaliação médica e psicológica.
O IVI tem um banco próprio de gâmetas próprio. Não obstante, podemos recorrer a um banco internacional se as características físicas das recetoras assim o exigirem.

Como são selecionados os dadores

No caso das mulheres solteiras e casais de mulheres o dador é selecionado em função das características físicas e grupo de sangue da mulher recetora.
Se for um casal heterossexual a seleção do dador é feita com base nas características físicas e grupo de sangue do homem.

Testemunho da Clara S. Uma mulher solteira que sempre sonhou ser mãe.

“Sou sozinha, mas sempre tive instinto maternal. Desde criança que ao brincar às mães com as minhas bonecas, sabia que um dia iria ter filhos. Para mim era impensável crescer e não ser mãe. Confesso que enquanto criança não pensava muito nos “meios” que seriam necessários para ser mãe. Simplesmente sentia que um dia iria ter filhos. Vamos crescendo, e de repente, temos consciência que por não termos “encontrado” o homem da nossa vida, não casámos e que isso nos distância de um sonho.

É altamente frustrante sentir que a vida não nos proporcionou um dos supostos requisitos para realizar o sonho de ter um bebé. Foi então que comecei a procurar soluções para mães solteiras. Confesso que para mim as clínicas de fertilidade eram um mundo totalmente desconhecido. Sabia muito pouco sobre os tratamentos disponíveis e sobre tudo o que implicava fazer um tratamento. Os exames, as análises, as injeções de hormonas, as ecografias, os óvulos era todo um mundo desconhecido para mim.

Comecei a pesquisar sobre este assunto há 2 anos atrás. E foi aí que senti que o meu sonho ainda estava a ficar mais distante. Em Portugal, nessa altura não se podia fazer tratamento de fertilidade a mulheres sozinhas ou casais de lésbicas. Recordo o vazio que senti. Senti-me excluída. Comecei a interessar-me mais pelo tema. Percebi que havia um grupo ativo para tentar aprovar a lei da PMA para todas as mulheres. Envolver-me de alguma forma na causa, deu-me de novo esperança. A ideia de sair do meu país para engravidar, fazia-me lembrar as mulheres que iam a Espanha há uns anos para abortar.

Alargamento da lei da PMA para todas as mulheres

Em 2016 a lei da procriação medicamente assistida, é aprovada em Portugal. Após a sua promulgação as clínicas começaram a poder tratar mulheres solteiras e lésbicas. Foi assim que cheguei ao IVI. Após alguns exames e análises foi-me indicada a inseminação artificial. A médica também me falou da possibilidade de fazer uma fertilização in vitro (FIV), caso a Inseminação não resultasse. Os contornos deste tratamento já implicariam pensar noutras questões, como por exemplo a possibilidade de criopreservar embriões que não fossem transferidos na FIV. Mas pensei por etapas, e não me centrei muito nas alternativas. Estou bastante otimista em relação à inseminação intrauterina. Farei o tratamento em breve. Espero com muita expetativa o dia do tratamento, e com mais entusiasmo ainda o resultado teste de gravidez. Espero que outras mulheres como eu, com o alargamento da lei da PMA possam realizar o sonho de ter um bebé.”

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